
Na última quarta-feira (29), o Comitê de política monetária (Copom) elevou a taxa para 13,25%, um aumento de 1 ponto percentual em relação a taxa anterior, e poderá chegar até 14,25% ao fim do primeiro trimestre.
Segundo o Copom, este aumento já era previsto pelo mercado financeiro, para tentar conter a inflação.
O comitê explicou que a decisão de aumentar os juros seria em razão da inflação estar acima da meta prevista, e as incertezas externas, principalmente nos Estados Unidos.
Com a políticas e medidas adotadas pelo novo presidente Donald Trump, que causam dúvidas sobre a decisão do FED (Banco Central norte-americano).
Em relação ao Brasil, o mercado continua aquecido, com a inflação subindo e refletindo nos preços dos alimentos e energia e que as incertezas sobre déficit público, tem gerado uma tensão no governo.
Esta medida de contenção de juros adotada pelo Brasil, também é realizada por diversos países Como Nova Zelândia, Canadá, Reino Unido e Austrália, Chile, México e Peru e em outros países.
Eles definem uma meta para que os juros não ultrapassem aquele limite.
No Brasil quem controla esta meta é o CMN (Conselho monetário nacional) formado pelo presidente do Banco Central e pelos ministros do Planejamento e da Fazenda.
O anúncio do Copom trouxe as notícias atualizadas do Banco Central sobre a inflação.
Segunda a previsão da autoridade monetária, o IPCA chegará a 5,2% em 2025 (acima do teto da meta) e 4% no acumulado em 12 meses no fim do terceiro trimestre em 2026.
Fato que o Banco Central trabalha com o que chama de “horizonte ampliado”, considerando os dados da inflação em até 18 meses.
Segundo o boletim da Focus, O mercado projeta crescimento um pouco menor. os analistas econômicos preveem um crescimento de 2,04% para 2,06%.
Com a taxa de juros mais alta, veja como ficam os Empréstimos e Financiamentos
No crédito e os serviços financeiros, a taxa que incide sobre eles fica mais cara, com isso aumenta o endividamento das famílias.
A compra de imóveis e veículos também terão um impacto com este aumento.
Como ficam os Investimentos atrelados à taxa Selic
Investimentos atrelados à taxa básica, como o Tesouro Selic, passam a oferecer maior retorno, enquanto outros investimentos terão uma queda consecutiva.
Um exemplo é a poupança, que se a taxa estiver acima de 8,5 % ao ano o rendimento será de 0,5% ao mês somada a taxa TR, e retorno de 7,16% ao ano.
Como funciona a taxa Selic
A taxa básica de juros é utilizada em negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) é usada como modelo de referência para as demais taxas de juros da economia.
Ao elevar a taxa, o Banco Central, diminui o poder de compra o que faz com que os preços baixem, porque com o juro mais alto, o crédito fica mais caro e estimula a poupança.
Quando o Banco Central (BC) deseja estimular o consumo, ele reduz os juros, isso acontece quando a inflação está controlada.
Aproveite e veja outros conteúdos